CARTA DE APOIO À Frente Popular da Juventude Santarena pelo Meio Ambiente

Publicado em: 07/07/2021 13:41:12

A organização da juventude no campo da luta popular na Amazônia do oeste do estado do Pará têm cristalizado espaços de debates crítico, reflexivo e coletivo


CARTA DE APOIO

 

À Frente Popular da Juventude Santarena pelo Meio Ambiente

 

A iniciativa, o protagonismo e a organização da juventude no campo da luta popular na Amazônia do oeste do estado do Pará têm cristalizado espaços de debates crítico, reflexivo e coletivo. O engajamento de várias entidades na cidade de Santarém tem colocado em discussão pautas sobre as problemáticas socioambientais da atualidade que são extremamente necessárias, na qual atinge diretamente os territórios/territorialidades do/no campo, das/nas águas, das/nas florestas e das/nas cidades.

A união e a iniciativa de coletivos como uma luta política tem demonstrado o quão é importante que a juventude santarena esteja organizada em defesa da vida, da natureza e do ambiente, bem como continue reivindicando direitos humanos e territoriais que sejam marcadores de processos de luta sociais e (Re)-existências territoriais, estratégias estas que estão em prol do bem comum e do bem viver.

As ações protagonizadas pelo movimento de luta popular de Santarém tem se articulado e organizado frente às formas opressoras impostas pelas forças hegemônicas (Estado e capital), que tem cotidianamente ameaçado, excluído, criminalizado, subalternizado e negado vidas humanas, natureza e ambiente. Acredita-se na juventude como um movimento coletivo de luta, resistência e de persistência, que tem o papel, o desafio, a perspectiva e o compromisso de buscar e promover mudanças na sociedade santarena e região e possibilitar com que as futuras gerações possam ter espaços mais democráticos, com justiça social e sustentáveis.

Na atualidade, em tempos que se enfrenta uma política de (des)governo genocida e negacionista disseminada e discursada violentamente pelo presidente da República Jair Messias Bolsonaro e sua corja de criminosos e apoiadores, toda luta coletiva e de (re)existência é fundamental frente a necropolítica, os diversos projetos de privatizações, perdas de direitos, de destruição da natureza e impactos no meio ambiente. A juventude não pode se calar diante de tantas atrocidades e violências que são legitimadores da negação da negação e que colocam vidas e natureza à “beira” de um colapso. Portanto, a atuação de jovens no campo da luta popular além de mobilizar a sociedade, tem alcançado diferentes setores sociais e institucionais e promovido a transformação social.

Neste contexto, parabenizo união da Frente Popular da Juventude Santarena que vem materializando de forma concreta uma luta política por meio da formação de coletivos e exercendo sua articulação e enfrentamento em defesa da vida, do ambiente, dos territórios amazônicos e comprometidos com a mudança de diversos espaços e seguimentos da sociedade. Parabéns a essa juventude santarena que pensa o espaço criticamente, é engajada na luta popular e mobiliza espacialmente e territorialmente sujeitas e sujeitos a promoverem diálogos com várias entidades e propõe a construir pautas coletivas que é de interesse da própria juventude. Essa luta é todas(os), a união é a força que move a transformação do/no mundo, de nossas práticas, das ações, de atos, de atitudes e de mudanças de pensamentos.

 

Manaus-AM, 03 de julho de 2021.

 

Francilene Sales da Conceição

Professora do Curso de Geografia da UEA

Pesquisadora do Grupo de Pesquisa GTGA/UNIR

Fonte: GTGA/UNIR